Você pretende que uma pessoa se ligue definitivamente a um só objeto de paixão, como se fosse o único existente? Depois disso renunciar ao mundo, ficar cego para todas as outras formosuras? Bela coisa, sem dúvida, uma pessoa em plena juventude enterrar-se para sempre na cova de uma sedução, morto para todas as belezas do mundo em forma de mulher. (…)
Enquanto o Brasil se esbaldava no carnaval eu optava por programas mais tranqüilos, incluindo uma leitura que, de tão boa, me sinto obrigado a recomendar aqui.
No livro ‘Down and out in the Magic Kingdom’ (No fundo do poço no Reino Encantado), Cory Doctorow sugere um futuro fictício, onde a evolução do homem o levou à cura da morte e à subsistência da raça humana, dispensando a necessidade de trabalhar e aposentando o bom e velho sistema monetário (capitalismo) por um sistema onde a estima e o respeito das pessoas era mensurado e se tornava uma moeda de troca, os whuffies. (…)
HAMLET: Ah! Ah! És honesta?
OFÉLIA: Como assim, príncipe?
HAMLET: És bela?
OFÉLIA: Que quer dizer Vossa Alteza com isso?
HAMLET: É que se fores, a um tempo, honesta e bela, não deves admitir intimidade entre a tua honestidade e a tua beleza. (…)
Nos últimos meses me ocorreu uma grande preocupação com o andamento do meu trabalho de conclusão do MBA. Além de não ter iniciado, ainda não havia definido o tema exato a ser estudado. Não tardou muito para eu perceber os rumos que meus interesses e estudos me levavam e, então, cheguei a um tema que me parece promissor: o uso do branding pessoal no cotidiano. (…)
Nas próximas linhas vou explanar um pouco sobre um dos assuntos que mais gosto. Na verdade não é apenas um assunto, mas sim um conjunto deles, que remetem ao maior conhecimento sobre as pessoas e sobre o que podemos chamar de “perfeição”. Não tenho pretensão de explicar nada, nem ao menos fazer descobertas; penso apenas em pontuar alguns marcos que podem ser pontos de partida para quem se interessar.
Talvez tenha começado o interesse por esses assuntos justamente pela minha formação de designer gráfico. É complicado convencer as pessoas que o conceito de projeto perfeito (em relação à função à que ele se propõe) não quer dizer projeto bonito. A beleza é uma coisa muito relativa e suscetível aos gostos pessoais de cada um. (…)
A nova década se inicia com uma nova dica de livro. Comprei-o no último dia de 2009 e não consegui ler muita coisa, mas já percebi o quão fascinante ele é.
No livro ‘A expressão das emoções no homem e nos animais’, Charles Darwin estuda o comportamento humano e traça um paralelo ao comportamento dos animais, dando uma explicação através da biologia para um enigma que muitas vezes julgávamos ser explicados pela psicologia. (…)
Sei que és sincera; mas é bem freqüente não cumprirmos a jura mais ardente. Da memória a intenção é simples serva; forte ao nascer, o tempo a não conserva; fruto que está no galho por ser duro, para cair por si quando maduro. Parece necessário que no olvido se atire o que a nós próprios é devido. O que a paixão concebe de perfeito, suprimida a paixão fica desfeito.
Sempre falei muito sobre livros, costumo comprar vários e ir lendo aos poucos. Quase sempre recomendo um ou outro, então vou tentar tornar isso um hábito do blog e abrir um pouco da minha biblioteca pessoal. Para começar as dicas de livros vou sugerir um que, com certeza, não é o estilo de livros que [...]
Alguns livros são injustamente esquecidos; nenhum livro é injustamente relembrado (W. H. Auden)