A cada quatro anos o povo brasileiro tem a oportunidade de demonstrar toda sua paixão pelo país, em um ímpeto patriótico capaz de decidir sua situação nos próximos quatro anos. Estou falando das eleições. Contudo, ano de eleição também é ano de Copa e brasileiro prefere ser “hexa” a ter uma vida melhor, então o assunto tratado nesse texto será a verdadeira paixão nacional: a Copa do Mundo.
Quando o ano começou, no calendário brasileiro – após o carnaval –, o assunto já era a Copa. Essa febre foi aumentando à medida que a data se aproximava. As lojas preparavam seus estoques de televisões, cerveja, petiscos e todo o tipo de bugiganga verde e amarela que você possa imaginar. Palavras africanas entraram no dicionário oficial brasileiro, rebatizando cornetas e bolas para vuvuzelas e jabulanis. A imprensa deixou de lado a Dilma e o Serra para responder a pergunta que realmente importava: quem serão os convocados? O Brasil parou.
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