HAMLET: Ah! Ah! És honesta?
OFÉLIA: Como assim, príncipe?
HAMLET: És bela?
OFÉLIA: Que quer dizer Vossa Alteza com isso?
HAMLET: É que se fores, a um tempo, honesta e bela, não deves admitir intimidade entre a tua honestidade e a tua beleza. (…)
HAMLET: Ah! Ah! És honesta?
OFÉLIA: Como assim, príncipe?
HAMLET: És bela?
OFÉLIA: Que quer dizer Vossa Alteza com isso?
HAMLET: É que se fores, a um tempo, honesta e bela, não deves admitir intimidade entre a tua honestidade e a tua beleza. (…)
Sei que és sincera; mas é bem freqüente não cumprirmos a jura mais ardente. Da memória a intenção é simples serva; forte ao nascer, o tempo a não conserva; fruto que está no galho por ser duro, para cair por si quando maduro. Parece necessário que no olvido se atire o que a nós próprios é devido. O que a paixão concebe de perfeito, suprimida a paixão fica desfeito.
Alguns livros são injustamente esquecidos; nenhum livro é injustamente relembrado (W. H. Auden)
Estávamos todos procurando fora de nós mesmos as peças que faltavam e estávamos todos procurando no lugar errado. Em vez de encontrarmos a nós mesmos, tínhamos perdido o sentido de nossos egos. (…) As respostas só poderiam ser encontradas interiormente.